Plasma na estética é um tema que cresceu muito em interesse, e Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, reforça que informação de qualidade é o primeiro passo para uma decisão segura. Se você está considerando esse tipo de procedimento, continue a leitura para entender como a tecnologia funciona, quais riscos merecem atenção e em que situações a indicação deve ser mais criteriosa.
O que se chama de “plasma” em procedimentos estéticos?
No contexto estético, Milton Seigi Hayashi expõe que o plasma costuma se referir a tecnologias que geram micro descargas controladas na superfície da pele, com a intenção de produzir estímulos localizados. Em termos práticos, a proposta é promover retração superficial e desencadear uma resposta reparadora, buscando melhorar textura, firmeza e alguns aspectos do envelhecimento cutâneo.
Apesar da popularidade, existe grande variação entre aparelhos e técnicas de aplicação, o que muda diretamente o nível de previsibilidade do resultado. Por isso, entender que “plasma” não é um conceito único ajuda a reduzir confusão e evita comparar procedimentos diferentes como se fossem equivalentes, o que impacta expectativas e segurança.

Principais riscos e por que a avaliação clínica é indispensável
Entre os riscos mais discutidos estão queimaduras, hiperpigmentação, manchas persistentes e cicatrizes, especialmente quando o procedimento é feito fora de indicação ou com parâmetros inadequados. Esses efeitos são mais prováveis em peles com maior tendência à pigmentação, em pessoas com histórico de cicatrização desfavorável ou quando há exposição solar sem controle no período de recuperação.
Hayashi elucida, também, que condições clínicas e hábitos do paciente influenciam muito a resposta da pele, incluindo uso de medicamentos, doenças dermatológicas ativas e sensibilidade cutânea. A avaliação prévia deve mapear esses fatores e definir se há benefício real, porque a mesma técnica pode ter resposta diferente em pessoas distintas, mesmo com queixas semelhantes.
Diferença entre uso médico, evidência e oferta comercial
Uma parte importante do debate é separar a tecnologia estudada em ambiente médico, com protocolos e monitoramento, do uso oferecido no mercado estético como solução rápida e universal. Na prática médica, a lógica é trabalhar com indicação precisa, parâmetros controlados e acompanhamento estruturado, reduzindo variáveis que aumentam risco e comprometem o resultado.
Já em ofertas comerciais pouco criteriosas, é comum que a comunicação simplifique o tema e prometa resultados sem contextualizar limitações e cuidados. Tal como refere o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, essa diferença de abordagem muda tudo, porque tecnologia sem critério vira risco, enquanto tecnologia bem indicada pode ser considerada dentro de um plano responsável, sempre com expectativas realistas.
Indicações possíveis, contraindicações e cuidados de recuperação
Quando se fala em indicação, o ponto central é que o plasma deve ser avaliado como parte de uma estratégia, e não como atalho para resultados imediatos, destaca Hayashi. Em algumas queixas específicas, pode existir espaço para uso complementar, desde que haja análise do tipo de pele, da área tratada e do objetivo, além de orientação clara sobre limites do que o método consegue entregar.
Por outro lado, há situações em que a cautela deve ser maior, como tendência a cicatriz hipertrófica, histórico de manchas, inflamações ativas e baixa tolerância a procedimentos. A recuperação também exige disciplina: proteção solar rigorosa, controle de atrito e acompanhamento do processo de cicatrização, porque o pós-procedimento influencia tanto quanto a técnica aplicada.
Segurança deve ser o centro da decisão estética
O plasma na estética pode parecer simples pela forma como circula nas redes, porém envolve variáveis técnicas e clínicas que precisam ser respeitadas. Quando o paciente entende como a tecnologia atua, reconhece riscos possíveis e adota critérios de escolha, a decisão tende a ser mais consciente e alinhada com o que é realmente seguro e viável.
Nesse contexto, orientação profissional e acompanhamento bem conduzido são indispensáveis para reduzir intercorrências e ajustar expectativas. Assim como frisa Milton Seigi Hayashi, estética de qualidade depende menos de promessas e mais de avaliação, técnica correta e cuidado no pós, porque resultado bom é consequência de processo bem feito.
Autor: Decad Latyr

